quarta-feira, 12 de junho de 2013

Consumo colaborativo: Uma nova prática na rede

Cada vez mais o consumo colaborativo se integra as redes sociais, o que aumenta seu raio de atuação e o número de adeptos. A possibilidade de trocar e vendar produtos usados, porem em perfeita condição de uso, divulgar serviços ou até mesmo o aluguel de diversos itens contribui para um freio no consumo individual e, com isso, benefícios ao meio ambiente com a diminuição da produção.
A expressão consumo colaborativo surgiu para caracterizar o contraponto do modelo de consumo excessivo dentro da sociedade norte americano na década de 1980. A ideia do movimento era mostrar que ter determinado objeto por um tempo pode ser uma opção mais vantajosa em comparação a sua posse permanente. O acesso ao produto por um determinado período é uma atitude dinâmica em relação à responsabilidade que se acarreta coma posse a longo prazo. Tal atitude valoriza a experiência em ter e compartilhar determinado bem de consumo.
Fatores influentes
De acordo com o blog Consumo Colaborativos alguns fatores foram responsáveis para o surgimento da prática. Entre eles estão à crise financeira de 2008, as redes sociais e a preocupação com o meio ambiente.
Após a crise financeira, em 2008, houve uma avaliação sobre a maneira que a sociedade tratava o dinheiro, além da reflexão sobre os valores sociais vividos. São elementos propícios para o surgimento de novos negócios, onde suprissem o acesso das pessoas aos produtos, junto com a necessidade de adquirir uma renda extra para melhorar as economias pessoais.
Já as redes sociais conseguiram agrupar consumidores com interesses em comuns, dispostos a compartilha-los. Este cenário é propício para a formação da rede de negócios colaborativos.
Com o atual foco nas atitudes sustentáveis possuir uma rede colaborativa de produtos não pertencente ao individuo, e sim a coletividade, é benéfica. A grande quantidade de produtos que se tem acesso estimula a diminuição da produção dos bens de consumo, já que compartilhar e reutilizar são as palavras chaves para o conceito.
A logística funcional
No consumo colaborativo não requer uma moeda fixa para o escambo como no comércio convencional, o que torna a estrutura de oferta e demanda não tão rígida. A prática comercial é a interação entre partes, onde não há mais separação entre vendedor e consumidor, todos são agente receptores.

A proporção de consumidores que se utilizam do movimento para aquisição de produtos no Brasil ainda é pequena, se comparada com países desenvolvidos. Porem alguns sites como BuscaLá, Dois Camelos e DescolaAí começam a se destacar nesse formato de comércio. 

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